A Reforma Tributária já começou: Por que os CEOs precisam assumir a liderança dessa transformação?

Escrito por: Ágata Gonzaga

A reforma tributária brasileira já é uma realidade. Com a implementação iniciada em janeiro e um cronograma de transição definido até 2033, o relógio já está correndo. No entanto, o que se observa no mercado de trabalho é um comportamento preocupante: a maioria das empresas continua operando como se o impacto estivesse em um futuro distante.

Em um artigo recente publicado na Você S/A, nossa CEO da PS Contrata, Paola Salgado, fez um alerta urgente sobre essa inércia corporativa e explicou por que a adaptação ao novo cenário fiscal não pode ser delegada apenas aos níveis operacionais.

O perigo de repetir erros do passado

Historicamente, o mercado brasileiro tem o hábito de reagir aos movimentos estruturais apenas quando a urgência bate à porta. Foi assim com a transformação digital e com o avanço da tecnologia. O ciclo costuma ser o mesmo:

  1. Uma fase inicial de baixa preparação;
  2. Uma explosão repentina de demanda;
  3. Escassez aguda de profissionais qualificados;
  4. Inflação acelerada e disputa acirrada por esses talentos.

Com a reforma tributária, a tendência é que esse roteiro se repita, mas com um agravante: o desafio atual não exige apenas adaptar conhecimentos existentes, mas sim dominar um sistema completamente novo. Hoje, não existe um volume suficiente de profissionais prontos para essa transformação no mercado, e poucas empresas estão estruturando movimentos de capacitação antecipada.

Muitas organizações ainda enxergam a preparação de pessoas para cenários futuros como um “custo”, em vez de um investimento estratégico. Do lado das empresas de contabilidade e das áreas de RH e Finanças, a postura ainda é predominantemente reativa, criando um ciclo onde cada área espera a outra agir.

A Reforma Tributária é uma pauta de liderança

Como Paola destaca no artigo, a adaptação não é uma questão puramente técnica. É uma pauta de liderança.

Se o tema não chega à mesa do CEO como uma prioridade estratégica clara, ele fatalmente será diluído nas demais áreas da empresa. Sem o direcionamento vindo do topo, dificilmente haverá uma mobilização consistente nos outros níveis da organização. A falta de movimento, neste caso, não reflete segurança, mas sim a ausência de uma bússola.

Antecipação como sobrevivência

Os impactos dessa mudança vão muito além dos impostos. Eles afetam modelos operacionais construídos com base em vantagens fiscais que deixarão de existir. Isso exigirá reorganização de operações, deslocamento de unidades logísticas e o redesenho de equipes, demandando cortes em algumas regiões e contratações aceleradas em outras.

O verdadeiro gargalo não será a reforma em si, mas a forma como o mercado decidirá reagir a ela. Antecipar-se a esse cenário deixou de ser uma vantagem competitiva; é, agora, uma questão de sobrevivência e inteligência na gestão de custos e atração de talentos.

Para ler a reflexão completa da nossa CEO e entender mais a fundo as consequências da inércia corporativa frente à nova legislação, acesse a matéria original na Você S/A:

🔗 Por que CEOs precisam liderar o processo de adaptação à reforma tributária

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